Ideias sobre o conforto não cruel | Thoughts on cruelty free comfort

Tem sido cada vez mais uma preocupação minha o impacto do meu perfil de consumo no ambiente e, mais ainda, no bem estar dos animais. Sou sensível ao sofrimento, obviamente físico, mas também psicológico, que parece cada vez mais incontornável e inignorável ser sentido pelos animais em quem, sem propósito que legitimamente o justifique, o infligimos.

É doloroso perceber que o shampoo, o gel de banho ou o desodorizante que usamos todos os dias foi testado em coelhos e gatos e outros bichos continuamente, com o intuito de se perceber, por exemplo, quanto tempo demoram a destruir o globo ocular. (…sim, é mau a este ponto.)

E por isso, comecei a pesquisar informação sobre testes em animais e a procurar alternativas não cruéis.

Na União Europeia, a Diretiva 2003/15/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, que alterou pela 7.ª vez a Diretiva do Conselho 76/768/CEE, de 26 de julho de 1976, sobre a harmonização da legislação dos Estados-Membros aplicável à produção e comercialização de produtos de cosmética, veio determinar o abandono progressivo dos testes em animais.

A proibição de testes de produtos finais em animais está em vigor desde 11 de setembro de 2004, e a proibição de testes de ingredientes ou combinações de ingredientes desde 11 de março de 2009.

A proibição da comercialização aplica-se também desde 11 de março de 2009, com exceção dos testes de toxicidade por exposição reiterada, toxicidade com efeitos no sistema reprodutivo e toxicocinética, cuja eliminação se determinou dever fazer-se de forma gradual, em função da validação na União Europeia de métodos de teste alternativos. Estabeleceu-se, em qualquer caso, o limite de 11 de março de 2013, dez anos após a entrada em vigor da Diretiva 2003/15/CE, para a proibição definitiva da comercialização de produtos de cosmética testados em animais.

Em Portugal, a Diretiva 2003/15/CE foi transposta pelo Decreto-Lei n.º 189/2008, de 24 de setembro.

Há várias marcas no nosso mercado que não testam em animais e nem todas implicam preços mais altos. Deixo-vos abaixo com algumas sugestões de que gosto especialmente, e que estão facilmente acessíveis:

  • a incontornável The Body Shop – esta marca, que se apresenta, precisamente, como anti-testes em animais, lançou há algum tempo três linhas de produtos que têm sido muito apreciados aqui em casa: a linha de cabelo Rainforest, sem sulfatos, silicones, parabenos ou corantes, os géis de banho Earth Lovers, também sem sulfatos, parabenos e corantes e com 100% de ingredientes biodegradáveis, e os desodorizantes DeoDry, sem alumínio nem parabenos;
  • a mais recente Rituals – tem os melhores cremes hidratantes para o corpo! O meu preferido é o de cereja e leite de arroz, que tem agora uma versão com ingredientes orgânicos;
  • a Yves Rocher – em Portugal apenas disponível através de venda por catálogo, tem apostado no desenvolvimento de produtos fabricados com ingredientes de origem vegetal cultivados em respeito pelos princípios da agricultura biológica. São frequentes e muito simpáticas as promoções! =);
  • a L’Occitane en Provence – não é uma marca muito barata, mas tem, de facto, produtos de que gosto muito: o shampoo calmante para couro cabeludo irritado é ótimo, e a linha de cuidados de rosto à base de arroz também;
  • a Lush – descobri-a mais recentemente, mas já sou fã! Os produtos são à base de frutas e legumes frescos e orgânicos, feitos à mão e com o mínimo de conservantes e embalagens. Gosto especialmente do sabonete para rosto anti-oleoso CoalFace, à base de carvão, e dos sabonetes Miranda e Honey I Washed the Kids;
  • a Nivea – a Beiersdorf, que detém a marca Nivea, afirma não recorrer a testes em animais para desenvolvimento de produtos de cosmética. Além disso, é uma marca com toda uma tradição (quem nunca usou Nivea da “lata azul” que se acuse!) e, porque também é (cada vez mais!) importante, é low cost;
  • os portuguesíssimos sabonetes Confiança – fabricados em Portugal com ingredientes de origem natural e vegetal, de acordo com métodos tradicionais, são uma ótima ideia para presente;
  • a também portuguesa pasta dentífrica Couto – não conheço muitas alternativas de pastas dentífricas não testadas em animais, mas havendo pasta dentífrica Couto, não é preciso muito mais.

Para mais informação sobre este tema, recomenda-se a consulta das bases de dados de empresas que testam e que não testam em animais da PETA, a página da Leaping Bunny (banner no menu lateral direito deste blog) e/ou da Go Cruelty Free.

Não será demais lembrar que são as escolhas do consumidor que fazer evoluir o mercado: se procurarmos alternativas não cruéis dos produtos que usamos no dia a dia, mais cedo ou mais tarde o mercado vai receber a mensagem, e investir num esquema de produção mais responsável, ético e sustentável.

Procurem o logótipo do coelhinho!

It has been a growing concern of mine the impact of my consumer profile on the environment, particularly on the well-being of animals. I am sensitive to the physical and also psychological suffering that is every day more undeniably caused to those lab animals, and it is increasingly consensual that this could be avoided by alternative test methods.

It is actually painful to me to realize that that shampoo, shower gel or deodorant we use everyday was tested repeatedly and continuously on rabbits, cats and other defenseless animals, aiming to determine, for instance, how long do they take to completely destroy and eyeball. (…yes, it’s this bad.)

And so I started to do some research about animal testing and non-cruel alternatives to animal tested products.

In the EU, the Directive 2003/15/EC of the European Parliament and Council, which altered for the 7th time the Council Directive 76/768/EEC, of the 26th  July 1976, foresees a regulatory framework aiming to phase out animal testing. It establishes a prohibition to test finished cosmetic products and cosmetic ingredients on animals (testing ban), and a prohibition to market in the European Community, finished cosmetic products and ingredients included in cosmetic products which were tested on animals (marketing ban).

The testing ban on finished cosmetic products applies since 11 September 2004, while the testing ban on ingredients or combination of ingredients applies since 11 March 2009.

The marketing ban applies since 11 March 2009 for all human health effects with the exception of repeated-dose toxicity, reproductive toxicity and toxicokinetics. For these specific health effects the marketing ban will apply step by step as soon as alternative methods are validated and adopted in EU legislation with due regard to the OECD validation process, but with a maximum cut-off date of 10 years after entry into force of the Directive, i.e., 11 March 2013, irrespective of the availability of alternative non-animal tests.

(Source)

There are several brands in the Portuguese market that do not test on animals and not all of them cost more money. I leave you with some suggestions that I especially like, and that are easily accessible:

  • the unavoidable The Body Shop – this brand, which presents itself precisely as anti-animal testing, has launched three product lines a while ago that have been really appreciated at our house: the Rainforest hair line, with no silicones, sulphates, parabens or colorants, the shower gels Earth Lovers, also with no sulphates, parabens or colorants and with 100% of biodegradable ingredients, and the Deodry line, of aluminum and paraben free deodorants;
  • Rituals – it has the best body moisturizers! My favorite is the Cherry and Rice Milk one, which has now an organic version;
  • Yves Rocher – in Portugal only available by catalog, this brand has been investing in organic ingredient products. They also make often and very friendly sales. Yay!;
  • L’Occitane en Provence – it is not a very cheap brand, but it has some products I really like: the calming shampoo for sensitive scalp is great and the Foaming Rice face line is also very lovely;
  • Lush – I discovered this one maybe a year ago, but I’m already a fan! Their products are handmade, they use fresh organic fruits and vegetables and little or no conservatives and packaging. I especially like the CoalFace soap and also Miranda and Honey I Washed the Kids;
  • Nivea – Beiersdorf, the group that owns this brand, claims it does not resort to animal testing for the development of its products. Also, it is a very well established brand (who among you has never used the blue tin can Nivea moisturizer?) and “low cost”;
  • Confiança – a great Portuguese brand of soaps handmade with natural vegetable oils, following traditional methods. These are also a great idea for a gift;
  • Couto tooth paste – I don’t know many tooth paste non-cruel alternatives in the Portuguese market but really, who needs them? We have Couto tooth paste!

For more information on this subject, I recommend you check PETA‘s cruelty free companies list, the Leaping Bunny web page (banner on the right side menu of this blog page) and/or the Go Cruelty Free web page. 

And remember, our choices as consumers cause the market to evolve: if we search for non-cruel alternatives to the products we use in our daily life, sooner or later the market will get the message, and companies will all start investing on more responsible, ethical and sustainable production methods to keep up.

Look for the bunny logo!

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