Moda não cruel: Sapatos | Cruelty free fashion: Shoes

Como já tinha dito, tem vindo a ser cada vez mais uma preocupação minha o processo de fabrico e os meios de obtenção dos materiais usados nas peças de roupa e calçado que compro e uso. E por isso tenho tido mais atenção às políticas de produção das empresas, e procurado escolher aquelas que me parecem mais razoáveis.

No mesmo sentido, e porque me parece uma questão de coerência para quem, como eu, se manifesta abertamente contra os maus tratos a animais, tenho também tentado reduzir o número de artigos em pele que compro (da mesma forma que tenho vindo a reduzir o meu consumo de carne e a substituí-la por outros alimentos capazes de me fornecer níveis muito idênticos de proteína, e passado a comprar produtos lácteos de agricultura biológica). É um facto mais ou menos incontornável que os animais da indústria pecuária são mantidos em condições inimagináveis e abatidos por recurso a métodos muitíssimo cruéis… =’| Eventualmente um dia vamos ser uma Humanidade diferente, e para lá chegarmos é importante que sejamos a mudança que queremos ver acontecer, certo?

Como, não sendo propriamente a pessoa com o maior sentido de estilo do mundo, gosto de moda e de coisas bonitas, a conciliação deste meu interesse com aquela preocupação nem sempre é fácil. Mas é perfeitamente possível, e no fim do dia pode até trazer vantagens “colaterais”, como a poupança de valiosos €€€ por ser mais seletiva na hora de comprar.

Uma das mudanças menos fáceis é a que respeita a sapatos. Como a esmagadora maioria das mulheres, gosto MUITO de sapatos e a maioria dos que geralmente encontro à venda e que me entusiasmam são feitos de… pele.

Mas, no meio da infinita oferta disponível, encontrei alguns super giros e super “fashion”, que não envolvem a utilização de qualquer material de origem animal! Deixo-vos abaixo o meu top 3:

Shoes Collage

Todos estes foram comprados na ASOS e entregues numa semana ou menos.

E podem vocês perguntar: “E quem faz estes sapatinhos? Será pago a 3 dólares por cada 20h de trabalho consecutivo?”

Pois bem, a ASOS divulga no seu site o código de ética pelo qual orienta o seu negócio, e que inclui princípios como o pagamento de salários dignos, a proibição do recurso a trabalho infantil e o não estabelecimento de turnos de trabalho com carga horária excessiva. A empresa regista todos os seus fornecedores e fábricas a que recorre. Estes fornecedores e estas fábricas são regularmente auditados para poder ser verificado se seguem ou não o código de conduta da empresa. Mais informação aqui.

Espero que a informação possa ser útil para algun(ma)s de vocês! Eu vou tentando ser mais “verde” e menos “cruelmente consumista” todos os dias, e partilhando a experiência por aqui.

Bom fim de semana! =)

As I said before, it has been a growing concern of mine the production process of the things I buy and wear, as well as the the way their composing materials are obtained. And so I have been paying more attention to the companies production policies and choosing to buy from the ones that have those which seem more reasonable to me.

Also, and because it’s kind of a matter of consistency for someone who, like me, is really committed to the fight against animal abuse, I have been trying to reduce the number of leather articles I buy (as well as my meat consumption rate, which I have been replacing with other things that can give me the same amount of protein, and I have also been buying all dairy organic). It is kind of an undeniable fact that animals in the livestock industry are kept in unimaginable conditions and slaughtered by very cruel means… =’| Eventually one day we will be a different Kind of people, and to get there it’s important to be the change we want to see happen, right?

Although I’m not the person with the most accurate sense of style, I like fashion and nice things, and being able to balance this interest of mine with those concerns is not always easy. Still, it’s perfectly doable, and at the end of the day it can come with some collateral perks, such as saving some valuable €€€ by being more selective when it comes to buying stuff.

One of the most difficult changes to achieve is, in my opinion, the one regarding shoes. As most women, I REALLY love shoes and most of the ones I normally find are made from… leather.

But among the endless supply available, I found some very cute and trendy alternatives that don’t involve any animal materials! Yay! The image above shows you my recent top 3. They were all bought at ASOS and delivered within a week.

Still you may ask: ” What about the people who made these shoes? Were they paid 3 $ for every 20 hour workday?” Well friends, ASOS mentions they set their business by a code of conduct, which includes principles like the payment of living wages, the prohibition to use child labour and to establish excessive working hours shifts. They register all the suppliers and factories they use, and engage independent audits to inspect them and make sure they comply with each of the provisions of their code of conduct. You can find out more about it here.

So, I hope some of you find this information useful! I’ll keep trying to go greener and cruelty-freer everyday, and sharing it through here. 

Have a nice weekend! =)

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Os calções cor de tijolo | The brick red shorts

E aqui ficam as fotos do primeiro projeto do ano de 2013! – embora, tecnicamente, tenha ficado concluído no último dia de 2012, vale aqui a data de publicação.

São uns calções da edição primavera/verão 2012 da Burda Couture Facile, mas feitos com um tecido grosso de inverno, em algodão cor de tijolo.

De uma forma geral, acho que ficaram bem, à exceção do zipper lateral, que não está muito perfeito… Mas já estive a pensar em formas alternativas de o costurar para, da próxima vez, a coisa ficar mais apresentável.

De qualquer forma, estão perfeitamente usáveis, e estreei-os juntamente com o ano, ontem, dia 1!

 

And here are the photos of  the first project of 2013! – although technically it was concluded on the last day of 2012, I’m considering the date of publication.

It’s a pair of shorts from the Burda Couture Facile Spring/Summer 2012 edition, made from a warm cotton red brick colored fabric.

I think they turned out pretty good, aside from the side zipper, which is a little less than perfect… But I have already started to study other construction options to sew it so the next time around it turns out better.

Anyway, they are perfectly wearable, I guess, so I wore them for the first time on New Year’s Day!

 

Calções Tijolo (1)Calções Tijolo (2)Calções Tijolo (3)Calções tijolo (4)

 

P.S. Nota importante para quem for fazer uns calções ou calças pela primeira vez: por muito óbvio que possa parecer – e é mesmo… -, é suposto que a perna direita e a perna esquerda fiquem simétricas, e não iguais! Nem me ocorreu quando estava a costurar os bolsos, de maneira que depois tive que fazer tudo de novo… Valeram-me os 350 m de linha que tinha comprado!

 

Feliz Ano Novo a toda a gente!

 

P.S. Note to everyone who is sewing a pair of shorts or trousers for the first time: as obvious as it may seam – and it actually is… -, the right and left legs are supposed to be symmetric (as in a mirror), not alike! It hasn’t even occurred to me as I was sewing the pockets, so eventually I had to undo a whole leg and built it all over again… Thank god for the 350 meters of thread I had bought!

Happy New Year everyone!

Vai chover de novo | It’s gonna rain again

Depois de uns dias mornos antes do Natal, que se seguiram a semanas muito húmidas e chuvosas, veio o frio arrebatador! Pessoalmente, gosto muito dos dias frios e luminosos de inverno, de maneira que não me queixo – uma camisola mais quentinha, casacão, luvas e cachecol e estou pronta.

Mas parece que o sábado já vai ser de chuva outra vez… Ainda bem para mim que tenho estas galochas ótimas da Gioseppo, que o pai ofereceu! Em borracha natural e forradas para evitar pés húmidos, atravessam comigo poças infinitas sem medos nem receios! Além disso, são uma opção bem trendy que não envolve a utilização de peles de animais (mais ideias sobre isto virão, quando as conseguir organizar…).

Por isso, have a nice rainy last Saturday of the year! =)

 

After a few warm days before Christmas, which followed some very humid and rainy weeks, along came a ravishing cold! Personally I like cold sunny Winter days very much, so I can’t complain – an extra warm sweater, a nice coat, gloves and a wool scarf and I’m good.

However, it seams Saturday is gonna be a rainy one again… So lucky me I have these awesome rain boots from Gioseppo my dad gave me! Made from natural rubber and lined to avoid humid feet, they walk with me through endless puddles without even blinking! Besides, they are a very trendy option that does not involve using animal skin (more on this later).

So, have a nice rainy last Saturday of the year! =)


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Verde marítimo | Navy green

Sempre associei as riscas azuis a tudo o que é motivo marítimo. E eu gosto dos motivos marítimos, porque me lembram as férias, o mar, a praia, e barcos (sendo certo que os barcos me enjoam um bocado, mas sempre são bonitos de se olhar da areia).

As riscas de outras cores já não me remetem para estes temas com a mesma força, normalmente. Mas estas riscas verdes convenceram-me.

Utilizando a nova tendência dos folhos na cintura, fiz este top bem casual, perfeito para uma ida à praia!

I have always associated blue stripes with everything that’s navy related. And I like navy motives, as they remind me of vacation, the sea, the beach, and boats (actually, boats get me a bit seasick, but they are certainly beautiful to look at from the shore!).

Usually, stripes of other colors don’t remind me of these things so much, but these green ones got me.

Using the new peplum tendency, I made this green stripped casual top, perfect for a day at the beach!

O molde é o mesmo que usei aqui, com as necessárias adaptações. O tecido foi cortesia da tia Lídia, e a renda das mangas veio do mercado de Benfica.

Este fim de semana já o levei a passear à Adraga, em Almoçageme, Sintra, e foi tão bom…! Não tenho fotos da praia, infelizmente, porque me esqueci da máquina fotográfica em casa, mas deixo-vos com os detalhes do outfit.

The pattern is the same one I used here, with the necessary adjustments. The fabric was courtesy of my aunt Lídia, and the lace of the sleeves came from the Benfica farmers market.

I already took it to Adraga beach (in Almoçageme, Sintra, Portugal) this weekend, and what a perfect day it was…! Sadly, I don’t have any pictures of the beach, because I forgot my camera at home, but I leave you with some of my outfit details.

  • Top “Verde marítimo”, feito por mim | Top “Navy green”, self made
  • Calções de ganga (Pull&Bear, de há vários verões atrás) | Shorts (Pull&Bear, from a few Summers ago)
  • Alpercatas (H&M, também antigas) | Espadrilles (H&M, also old)
  • Cesto de verga (A Canga, comprado no ano passado) | Basket (A Canga, bought last year)

Autossuficiente a 1%

Em primeiro lugar, queria dizer que autossuficiente se escreve mesmo assim de acordo com o Acordo Ortográfico de 1990 (sim, eu fui confirmar).

Em segundo lugar, queria partilhar que hoje foi um dia importante: o dia em que usei pela 1.ª vez uma peça de roupa costurada por mim, from scratch!

Aqui estou eu, orgulhosamente envergando o meu Sorbetto top:

Nenhum animal foi magoado na execução desta peça (à exceção do gato Mushu, que acho que a certa altura pisou um alfinete…) nem nenhuma criança ou adulto foi forçada/o a trabalhar em turnos de horas intermináveis em nenhuma cave manhosa do mundo a troco de míseros cêntimos para que eu pudesse vestir este top.

HA!

É muito entusiasmo para uma peça só, é verdade, mas… é a primeira, e estou em crer que mais virão!

Projecto #2: Colar/lenço (ou como reformar uma peça de malha que já ninguém usa)

Na sequência do que escrevi há dois posts atrás, e confirmando que estou super entusiasmada com o meu novo hobby, e cada dia mais crafty, venho mostrar ao mundo o resultado do meu projecto n.º 2 – que ainda não sei bem categorizar; será um lenço/écharpe ou talvez um colar… não sei bem. Mas anyway: parece-me que ficou engraçado, e por isso partilho o processo e o resultado, em versão tutorial/DIY.

Para este projecto precisam de:

  1. um rectângulo de malha jersey – que podem conseguir cortando uma t-shirt velha que tenham por casa e que já ninguém use (reciclem tudo o que puderem)! Um tamanho avantajado é bom, tipo XL ou XXL;
  2. linha da mesma cor do tecido.

Então aqui vai:

Projecto #2 – concluído! Yay! =)

 

Mala Furoshiki

Tenho andado cada vez mais interessada pelo tema da costura, e entusiasmada com os mil projectos que vou poder criar sozinha quando dominar a técnica. Adoro a ideia de poder vir a sentar-me à minha mesa, imaginar uma peça de roupa, ou um acessório, e criá-la/o, do princípio ao fim…! Usar os tecidos mais giros e mais naturais que conseguir encontrar (viva o 100% algodão! e se for biológico, viva x2!), saber que ninguém foi explorado para que eu pudesse usar aquela peça, e que dificilmente me cruzarei com alguém com uma igual na rua. É o triunfo da criatividade sobre o consumismo!

Entretanto, hoje, nas minhas pesquisas sobre o tema, descobri a arte do furoshiki, e fiquei fascinada com o potencial da coisa!

Trata-se de uma arte tradicional japonesa, destinada a embrulhar e transportar coisas – tudo o que conseguirem imaginar -, usando apenas retalhos de tecido – maiores ou menores, conforme o que se quiser embrulhar e/ou transportar – e nós!

Seguindo este tutorial que encontrei num blog brasileiro (por sinal bastante interessante), o Superziper, hoje fiz uma mala furoshiki! Yay!! =D

Além de ser super prática e fácil de fazer, é ecológica e o resultado final é giríssimo! Ora vejam: