Agora um ‘kimono’ de verão (ou “estou imparável!”) | Now a ‘summer kimono’ (or “I’m unstoppable!”)

Nota prévia: como na semana passada, pela primeira vez, publiquei um projeto no site da Burdastyle, tenho o prazer de anunciar que tenho recebido algumas visitas de estrangeiros amigáveis neste blog! E por isso, em prol da inclusão, vou passar a publicar os posts em português e em inglês. (Faço notar, em todo o caso, que as traduções serão livres, e não necessariamente literais.)

Foreword: thanks to the publication of my first project at Burdastyle last week, I am proud to announce that I have received a few visits from friendly foreigners on my humble blog! Therefore, and for inclusion’s sake, I’ll now start posting in both Portuguese and English. (The translations may not be literal though, but more like ‘freestyle’ translations.) 

Duas palavras: estou-imparável! Depois do vestido de verão, que acabei na semana passada, esta semana fiz um ‘kimono’! Assim, de rajada!

Acho que me demorou umas 4 horas, ao todo, porque tive que lhe ir fazendo alguns ajustes ao longo do processo. Isto porque, antes de começar, não perdi tanto tempo quanto devia com medições e afins – desenvolvi todo o projeto sem usar a tesoura para cortar tecido! Como as peças que compõem o molde são, basicamente, 4 retângulos (bolas – retângulo…! ainda não tinha escrito esta palavra pós-Acordo Ortográfico…!), foi tudo rasgado com suficiente violência, o que descobri ser bastante terapêutico!

O molde é do Sweet dress book, de Yoshiko Tsukiori, com alguns pespontados a mais aqui e ali, e as mangas encurtadas.

O resultado é o que aqui mostro, e estimo que me vai ser bastante útil nas férias! Que estão quase aí…! =D

Three words: I am unstoppable! After the sundress I finished just the other week, this past week I made a ‘kimono’ tunic! Just like that!

I think it took me like 4 hours, given that I had to make some adjustments throughout the process. And I had to do it because I did not take enough time with measurements before I started – I made the whole dress without using shears to cut the fabric! As the peaces of this pattern are basically 4 rectangles, I just ripped everything I needed with just enough violence, which I found to be a very therapeutic exercise!

The pattern is from Yoshiko Tsukiori’s Sweet dress book, with a littles extra topstitching here and there, and shorter sleeves.

The result is this I show you, and I think it will be very useful to me during my vacation! Which is coming…! =D

Passeando e fazendo nada com o M. num sábado. | Just hanging around the city doing nothing with M. on a Saturday.

Com a gatinha preta e branca da nossa rua (que estava à espera que a sua protetora lhe abrisse a porta depois de sabe-se lá quanto tempo de vadiagem). | With a kitty from our street (who was waiting for her human-friend to open the door after who knows how many days lazing around the ‘hood).

No campo de visão do ‘big brother’ do Vihls. | Under Vihls‘s ‘big brother’ sight.

O padrão coelhinho

Diz que está na moda o animal print. E eu sei que, quando se diz animal print, quer-se significar o padrão tigresse, o padrão zebra ou até o padrão girafa. Todos eles um tudo-nada over the top para o meu gosto.

Para ser honesta, até gosto de um tigresse, mas em acessórios ou pormenores pequenos. Toda uma peça de roupa nesse padrão ainda me parece um pouquinho… excêntrico…?

Então decidi (re)interpretar o animal print:

São coelhinhos!!! Olha o zoom:

Acho que não correu mal! Embora tenha, mais uma vez, percebido que os moldes da Burda para tops são todos curtíssimos! Acrescentei alguns 12 cm ao desenho original, e a fiz uma mini-bainha, mas ainda assim ficou um bocado curto… Ou tenho um tronco demasiado comprido (o que o meu 1,60m de altura não permite que seja verdade), ou estarei com certeza a fazer alguma coisa mal… Já fui confirmar, e este molde nem é da parte de criança…!

Enfim, dramas…!

O tecido é mais um retalho comprado na Feira dos Tecidos da Rua Áurea (baratucho baratucho!), e o molde é da Burda Couture Facile Printemps/Eté 2012.

Projeto abril: a blusa geométrica

No outro dia passei na Feira dos Tecidos da Rua Áurea e encontrei este tecido de padrão geométrico e cores quentes, em gaze de algodão. Um retalho pequeno, daqueles vendidos avulso. Gostei imenso dele e trouxe-o comigo.

Como tirei uns dias de férias, decidi avançar com a concretização de algumas das mil ideias que tenho pendentes.  E fiz esta blusa largueirona e fresquinha, que estimo usar algumas vezes neste próximo verão que não há meio de chegar.

Para evitar que as mangas me caiam dos ombros, acrescentei ao molde inicial (que tirei daqui) uns atilhozinhos feitos com o mesmo tecido, que aperto atrás (o styling do modelito ficará para uma próxima oportunidade. Está frio o tenho pouca vontade de trocar de roupa…).

Enquanto avançava com o trabalho, descobri que não era assim tão difícil fazer aquelas costuras fininhas, que podem ver na imagem – haja um ferro de engomar e um ponto (mais ou menos) certinho!

A costura teria ficado mais perfeitinha se eu tivesse percebido mais cedo que a rodinha no topo da máquina, que eu pensei ser para regular a largura dos pontos, serve afinal para definir a tensão da linha… Vivemos a aprender e morreremos sem saber, certo?

A saia Marie (ou como finalmente percebi como se une uma linha curva a uma reta)

O objetivo inicial era fazer uma saia com pregas à frente. Aliás, a ideia do molde que usei é precisamente essa. Mas depois de acabado o trabalho, pareceu-me que, como a ganga que usei é ligeiramente elástica, e eu devo tê-la esticado um tudo nada demais ao costurá-la, a costura lateral ficou um bocadinho ondulada… E foi então que resolvi rodar a saia 90º para a esquerda e… não ficou mal! As pregas ficaram de lado, e o fecho atrás, o que me parece bem também. A informação a reter aqui é que fiz uma saia de ganga, com pregas! Do nada! Consegui inclusivamente perceber como se une uma linha curva a uma linha praticamente (e praticamente é uma palavra chave nesta frase) reta!

O molde é da BurdaStyle.com, e pode ser descarregado aqui.

O tecido é um dos que comprei há uns fins de semana atrás.

O chapéu de nenúfar (a dar para o excêntrico)

O.K., depois de acabado este projet(inho) março – o chapéu da Novita, do Very Purple Person, apresentado no Grosgrain, no Free Pattern Month -,  fiquei a parecer a Docinho de Morango, o que não é propriamente espetacular… Maaas, se eu confiar que só eu e mais 3 adultos em Portugal conhecem a Docinho de Morango, e conseguem eventualmente fazer esta associação, já não parece tão mau!

Em todo o caso, e embora o resultado final ainda não seja 100% na escala da perfeição dos lavores, vejo-me bem a usá-lo na praia este verão!